segunda-feira, maio 07, 2007

epá, ovni não

quando era catraio gostava de ser futebolista do Benfica.

era um sonho que tinha, mais propriamente uma ideia fixa, que nem o facto de ter partido os dois braços por pisar a bola e cair desamparado no chão, mudou ( aliás a primeira vez que parti um braço estava sozinho numa estrada de areia no cartaxo a treinar a finta do futre... aí foi apenas uma questão de estar no cenário errado para uma coisa daquelas, uma estrada de areia, cheia de pó no meio do nada não é local para jogar à bola, tivesse eu uma pistola na mão, um chapéu na cabeça, esporas nas botas, uma palito na boca, tivesse à minha frente um gajo em semelhantes propósitos apenas com a diferença de ser um anão paraplégico que por acaso estaria vendado, e eu hoje seria... polingua, o gajo bué da mau que f**** o anão ).

mas hoje reparo que estava errado, o que eu deveria ter sido era um objecto voador não identificado a jogar às escondidas. isso sim, teria sido uma carreira com futuro.

para já podia voar, logo aí é uma vantagem, depois mesmo que me apanhassem, viam-me e tal mas depois como eu era um objecto voador não identificado, não podiam dizer nada!

ficariam tipo:
o puto que estivesse -olha está ali o... está ali o...
o 1º puto apanhado -está ali quem?
o 2º puto apanhado -sim, diz-nos quem está ali!
o puto que estivesse -epá..., não consigo identificar

depois no fim era só aparecer e dizer o meu nome, e 1,2,3 salva-todos.

todos me iriam adorar, com excepção do desgraçado que ficasse a primeira vez. seria o rei!

como no cartaxo a jogar às escondidas conta-se até 50 e eu em petiz era um pouco gago nunca me dei bem no jogo ( sendo que por causa da gaguez ainda tinha que fazer batota... ficava sempre ali encalhado na porcaria dos quarentas...
-quarent, qua, quare, quanrenta e qu, quarenta e quat, quanrenta e quatr, qua, epá, fô, fô, fdx, aqui vou eu car, ca, car, cara, fô, fô... epá é fu, epá é tão fu, é tão fu, é tão triste ser gago

enfim, tudo pensado, só é pena ter sido tarde.o problema aqui é que não gosto da palavra ovni, é parva.

já sei!

o falcão voador... quer dizer, eu sei que todos os falcões voam, mas enfim, eu seria um falcão ainda mais voador que os outros, precisamente porque não sou um falcão.

quinta-feira, março 22, 2007

Novo Objectivo de Vida

Nunca é tarde !!!

Decidi, aos 36 anos de idade, mudar o meu Objectivo de Vida.

Foi uma decisão difícil, mas após muita ponderação e, rigorosa análise SWOT, acabei por reconhecer grandes vantagens na mudança.

É com enorme prazer que comunico ter abandonado o meu sonho de infância.
Desde criança que sonhava ser calceteiro marítimo. Sim..., eu sei que este é o sonho de qualquer um, mas no meu caso, ser calceteiro marítimo era muito mais do que um simples sonho de vida. Era também um desafio especialmente arriscado. Eu queria construir uma calçada que ligaria Lisboa ao Brasil. Até aqui tudo bem, mas o facto de eu não saber nadar, transformava o sonho numa aventura sem precedentes (se excluirmos a tentativa de limpeza do rio trancão).

Decidi então mudar!
O meu novo objectivo de vida é: 1 metro e 80.

Exactamente. Eu quero ter 1 metro e 80.

Há quem diga: "Sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura".
Para esses senhores, eu tenho apenas uma palavra: Minorca.

Adiante. Ao longo da minha carreira profissional, aprendi que "o que não está escrito, não existe".

Por isso, decidi dar o primeiro passo rumo a este meu novo objectivo, aproveitando a recente renovação do meu Bilhete de Identidade. É lá que eu quero ver escrito: 1,80.

O meu anterior Bilhete de Identidade indicava 1,74m de altura, o que para além de provar a minha estatura elevada, permitia-me também fazer troça da altura ridícula da minha filha de 17 meses.

O primeiro passo está dado. Não quero aqui revelar o segredo, mas o meu actual Bilhete de Identidade já marca 1,75m de altura.

Infelizmente, a próxima renovação será apenas em 2018... Enfim, é o país que temos, sempre a adiar os sonhos de quem tem ideias geniais e úteis à humanidade.

sexta-feira, março 09, 2007

deus é uma mulher e está a conduzir, o mundo é a estrada no seu caminho

"cala-te só um bocadinho amor".

foi desta maneira fria, calculista, egoísta e autoritária que me sacudiram do quarto.

como todos sabem é inerente à condição de macho, a condição de líder ( ou simplesmente dono e senhor ) da relação.

e obviamente que uma situação destas não poderia passar sem uma decisão firme e que não desse aso a qualquer tipo de recurso ou pedido de desculpa.

a mão pesada do Macho teria de agir.

a decisão autoritária e irreversível que tomei foi como é óbvio a de me calar e cabisbaixo, sair do quarto, atravessar a casa na demanda de um dos animais de estimação que tenho e tanto prezo, uma gatinha de 4 meses.
apertei-a contra o peito e enquanto ela me lambia as lágrimas, eu contava-lhe o meu dia. os planos para o futuro, os meus sonhos. depois arranhou-me o raio da gata. se calhar estava a apertar com força ou então contra o sítio errado.

não foi bem isto que aconteceu mas quase.

o que se passou na realidade foi o seguinte.vim do treino da bola (até aqui sou um gajo normal ).chego a casa todo suado ( a patroa não tratou da mala p'rá bola ), e com um cheiro a cavalo bem vincado entro quarto a dentro e dou um beijo na maria. ( novamente tudo isto me parece bem principalmente a parte de entrar por um quarto a dentro ).

pois que quando ía começar a contar as estórias do treino ( dois gajos da minha equipa quase andaram à porrada ) oiço o hino à insensibilidade, a tal bandeira do autismo, essa canção do menosprezo " cala-te agora um bocadinho, amor"!

sim, cala-te que agora tá a dar a gala da rtp 50 anos.fiquei triste. triste e calado porque quando uma mulher manda um homem calar o melhor é não insistir, não vale a pena e as consequências podem ser graves. saí do quarto e ao atravessar a casa reparei no fedor que a casota das gatas emanava.

enquanto limpava os montes e montes de presentes que aquelas duas gatinhas fofas e queridas conseguem libertar em apenas dois dias ouvia-a a ela, à patroa autista, no quarto a rir.

ria enquanto dizia "este Ricardo é tão engraçado".

pensei no que me acontecera.

silenciaram o que me ia na alma, e enquanto limpava cócó, gargalhavam ruidosamente.

bem que a minha mãe me dizia, "estuda p'ra médico".

terça-feira, janeiro 02, 2007

2006 - O ano da internacionalização !

Durante o ano de 2006, o nosso blog recebeu 3322 visitantes, oriundos de todos os continentes (e da Madeira também). O nosso objectivo para 2007, é bastante mais ambicioso. Queremos que pelo menos 3, desses três mil e tal, voltem a visitar o nosso blog e que, desta vez, leiam algo...


sexta-feira, outubro 13, 2006

essa é outra

nem sei bem como dizer isto... mas a minha vida mudou!

descobri hoje à hora de almoço e enquanto almoçava, que sou um gajo que embora não bonito, não inteligente, não atlético, não engraçado, não compreensível, não normal, não gosto do sting e odeio os u2, eu afinal sou um gajo desejável.

é verdade.

a sério.

estava na mesa com 3 mulheres. uma delas é minha ( digo "minha" por que já que eu só visto o que ela "aconselha", só falo quando ela deixa, só penso naquilo a toda a hora porque só um cavalo sem sentimentos, e só saio do caminho depois de atrapalhar, ao menos deixem-me pensar que ela é "minha" ).

a conversa inicial era sobre trabalho. as minhas ideias foram pouco solicitadas e ainda era olhado de suslaio aquando das poucas intervenções que fiz.

depois a conversa passou para a roupa. aí resolveram ignorar-me lembrando-se de mim apenas para ser alvo de chacota e apontado como exemplo do que não se deve copiar.

de seguida começaram a falar de gajos.
todas elas ( todas mesmo ) começaram a ficar com os olhos a brilhar, a passar a mão pelo cabelo enquanto falavam do santoro, do pitt. do cristiano ronaldo. depois mais ao ataque, não se inibiram de soltar várias gargalhadas enquanto comparavam esses putos betos que não sabem o que é peixe-agulha, com os respectivos que neste caso estavam a ser passados para trás sem qualquer tipo de dúvida ou remorso. só faltava pisar.

pensei "bom, mais um almoço que a minha presença é completamente ignorada" mas de repente... começaram a falar dos maiores criminosos da História da Humanidade, os sogros! e também dos maiores exemplares alguma vez vistos de vacas Holandesas, as sogras!

e foi aqui que eu de repente comecei a ficar giro...

de repente, " e ele não se impõe", e "devem pensar que a casa é deles", e "apareceram sem dizer nada!", e "vê lá tu o que ela me disse, só me deu vontade de cortá-la às postas".

nesta altura já eu era um gajo bem jeitoso. depois de falarem da forma como estão sempre a meter o bedelho, passando pela ideia de como "eles" pensam que estão sempre certos e que "eles" é que sabem. por essa altura eu já era um gajo bom comó caraças.

o àuge veio depois, e depois foi a vez de falarem... dos fins-de-semana ( e de como os fins-de-semana são para a nora o mais parecido possível com ser esventrado por tractor )

e aí... aí fdx... eu fui por breves instantes o gajo mais apetecível ao cimo da terra!

só porque gosto de passar os fins-de-semanas em casa com a minha "patroa"!

mulheres... mas quem é que as compreende?!?!?!?!?

segunda-feira, agosto 21, 2006

essa é que é essa

é sem dúvida dos ditados mais elucidativos que existem."essa é que é essa". é um ditado que não deixa grande espaço de manobra. essa é que é essa logo não pode ser mais nenhuma.

no entanto o que me traz aqui hoje é outra coisa.

favas.

pouca gente que conheço gosta de favas. há quem deteste, há quem odeie, há quem gosto de ver no prato dos outros, há quem não se importe de comer mas gostar gostar... é complicado.

a mim as favas lembram-me o dedo grande do pé e sempre que como favas ou vejo alguém comer favas penso nisso. vem-me sempre à ideia um dedão com a unha cortada rentinha rentinha. nunca consigo saber é se pertence ao pé esquerdo ou ao direito, mas que é um dedão, lá isso é.

por causa disso sempre que como favas, sinto-me um pouco mal comigo próprio, por achar que se calhar não deveria estar a fazer aquilo.

porque uma coisa é comer uma pessoa inteira, como por exemplo aqueles sobreviventes do desastre de avião que depois tiveram que comer os mortos (esperemos nós que foram mesmo só os mortos) outra coisa é comer pedaços dos mortos, tipo as orelhas.

por exemplo, vamos imaginar um cenário perfeitamente possível de acontecer.

as pessoas quando os vêem na rua provavelmente dirão:
Octogenária- coitado, lá vai o gonzalez cannibalez... coitado... sabes netinho (um jovem petiz de 4 ou 5 anos de idade) aquele senhor que ali vês, teve um dia de fazer o sacrifício supremo, uma coisa que só alguém muito desesperado e na luta com a própria morte teve de comer um ser humano, é verdade netinho, aquele senhor comeu o teu próprio avôzinho!
Netinho de 4, 5 anos no máximo- o quê avó???? (expressão de choque no rosto do menino) mas... quem faria uma coisa dessas????que homem é esse? um monstro?
O- não meu querido, não é um monstro, é um lutador, um sobrevivente, um herói!
N- ...sim... eu compreendo avó... era comer ou morrer. eu compreendo e respeito. por favor avózinha, deixe-me ir até ele e dar-lhe um abraço, aquele abraço que uma criança de 4, 5 anos no máximo como eu pode dar a um adulto, aquele abraço que significa "tudo bem", que significa "eu sei", aquele abraço que significa "eu perdoo-te".
O- vai lá, vai lá mas tem cuidado... e se vires que ele tem um frigideira na mão se calhar é melhor afastares-te.

agora imaginem um outro cenário, totalmente diferente mas também ele totalmente possível de acontecer mas desta vez os sobreviventes só tinham comido as orelhas.

Octogénaria- estás a ver netinho, lá vai o cabrão que comeu as orelhas ao teu avô!
Netinho de 4, 5 anos no máximo- fdx! mas que grande hijo da put*!

epá... eu... eu não gosto muito de favas

quinta-feira, agosto 17, 2006

RESERVOIR DOGS - em todo o lado

quando saíu a notícia da captura de 20 terroristas em Inglaterra e do desmantelamento de um plano diabólico para fazer explodir em pleno vôo 20 aviões com saída de Heathrow e destino algures no Estados Unidos surgiu no meu local de ganha-pão, uma discussão acesa...

Mr.Blonde-epá este ano vai ser complicado para o BENFICA
Nice Guy-se o simão sai...
Mr.Orange-se o moretto joga...

e por aí adiante durante uma boa meia hora. só que depois a notícia do dia lá ganhou espaço na discussão da hora.

no meu grupo de trabalho existe todo um leque de opções psicológicas por onde escolher, vou no entanto centrar este post na conversa que ocorreu logo depois de se debater detalhadamente a evolução do BENFICA nos últimos anos.

mais ou menos assim...
Mr.Pink-epá estes gajos são malucos
Mr.Blonde-matam e matam-se assim
P-são uns fanáticos pá, 20 aviões!!!!
B-prenderam 20 terroristas
NG-eu ouvi 18
P-não, são 20
NG-pois mas eu ouvi 18
2 ou 3 de nós em simultâneo-epá, na cnn e na sky news está agora em rodapé "20 terrorists arrested"
NG-de manhã quando eu ouvi disseram 18 e a verdade não tem hora.
B-... hum... estes gajos são malucos
P-e agora com a guerra no líbano ainda pior
NG-é verdade...
O-pois...
P-ya...
Mr.Blue-...
Mr.Brown-...
O-epá, alguém viu o filme d'ontem da marisa cruz?
B-ya :)
P-sim :)
Bl-claro :)
NG-então não? :)
O-já tinha visto mas vi outra vez
NG-aquela gaja é mêmo boa (na frase "aquela gaja é mêmo boa", a palavra mesmo sofre uma aliteração retirando-se a letra S para assim desta forma o nível da jabardice subir drasticamente, também ajuda colocar as mãos em forma de concha à frente do peito enquanto se emite grunhidos)
O-viram aquela parte em que o outro gajo a deita na cama e lhe salta em cima...
NG-aquela gaja é um fedor que não se pode.
P-tão boa...

bom, o resto vocês imaginam.

ok, até aqui tudo bem, os clichés do costume, baseados nos
factos/preconceitos/bom senso ocidental que todos nós temos sobre terrorismo, muçulmanos, segurança nos aeroportos, gajas boas e sobre o BENFICA.

de repente reparo no meu chefe, isolado a um canto, pensativo, triste e com dúvidas sobre o mundo e sobre todas as coisas... saiu-se com esta ideia lapidar

Mr.White-o problema destes gajos é que nunca se sabe em quem se pode confiar
P-hum?
W-há sempre um que dá com a língua nos dentes
NG-....
W-é muito difícil contractar pessoas hoje em dia e criar um grupo coeso, um grupo sólido, onde toda a gente sabe que pode contar com toda a gente, há sempre um gajo que não sabe estar calado. enfim são os problemas de management
NG-...
Todos nós exceptuando Mr.White-..., hum...
P-20 aviões
NG-18 terroristas
O-irra, era 20 aviões e só havia 18 terroristas?

domingo, julho 23, 2006

... mas ó shô guarda...

Eu e 3 amigos decidimos marcar presença nas festas de Almeirim.
Depois de um jantar acompanhado de bom vinho, em dose moderada..., ok talvez um bocadinho para lá do moderado, ou... bem... se calhar bebemos um pouco mais que a conta... ou... talvez estivessemos um bocadinho tocados, vá... bem, na verdade o Zé estava com uma ganda cardina, enquanto que o Manel estava era com uma valente camisola, o João tinha uma enorme cadela e eu uma ganda carroça...

Seja como for, achámos por bem regressar a casa, de carro, claro. Elevando assim ao máximo, toda a nossa estupidez natural. Nós gostamos de viver a vida sempre no limite.

Eu que vinha a conduzir, até conseguia ver a estrada mais ou menos. O Zé ía avisando sempre que nos aproximávamos demasiado da berma, o Manel chamava a atenção para os Stops e o João... bem, a verdade é que só demos por falta do João, quando a polícia nos mandou parar. Eu iría jurar que ele já estava dentro do carro, quando decidi arrancar da festa, com rodas a patinar, o carro completamente em slide, enquanto o Zé vomitava pela janela. Acho que foi aí que o Manel entrou em semi-coma. Eu digo semi-coma, pois era ele o tal que, durante o caminho, nos ía chamando a atenção para os Stops. Ou aquilo seria convulsões?

Bem, mas como eu estava a dizer, a bófia mandou-nos parar. Olha, lá se vai a carta, pensei! Mandaram-me sair do carro para efectuar o teste de alcoolemia.

E aconteceu o impensável. Milagre! O resultado do teste foi ZERO. O agente Pereira mandou-me seguir viagem e, comovido, deixou escapar as seguintes palavras:
- É raro encontrar jovens responsáveis como você! Mas veja lá se vai então ao médico por causa dessa vista toda vermelha, e dessa aparente falta de equilíbrio.

Pensei para comigo: Fosga-se, e deixei eu aquele restinho de imperial no copo, com medo de beber mais que a conta. Por outro lado, os meus amigos vão agora todos confirmar que eu posso beber sem limites, pois o meu corpinho aguenta todo o álcool que for preciso... Isto vai ser óptimo para a minha reputação... só falta deixar crescer o bigode.

Mas... espera lá! Então eu vou chegar ao carro e dizer que o teste deu ZERO?? É pá “caganda” vergonha!! Como é que eu iría explicar aos meus amigos que o teste dizia que eu não estava bêbedo? Como é que eu iria ultrapassar essa vergonha? Isso sim, seria mau para a minha reputação. Não resisti:

- Ó shôr guarda! Deve de haver aqui um engano. Não se importa que eu repita o teste ?

sábado, julho 22, 2006

É difícil ter 2 vidas

Mais um ano lectivo cumprido com aproveitamento pelo meu filho. E tal como no ano passado, a sua escola voltou a organizar a Festa de Fim d'Ano.

Eu estava perfeitamente consciente que a festa tinha início no sábado às 10hrs da manhã.

No entanto, na sexta-feira à noite tinha um evento muito importante, ao qual não poderia faltar. Tratava-se de uma caçada de Atrox, no planeta Calypso (continente Eudoria), junto ao Oilrig, em equipa com uma amiga alemã. Levámos as nossas melhores armas. Eu levei as minhas Camo Arms Jungle Stalker e Maddox IV, ambas amplificadas com Dante. Ela tinha uma Marble Foxtrot Mentor Edition e uma Korss 400 (L). Eu até poderia aqui explicar melhor este tema TÃO importante, mas é díficil convencer as pessoas que eu tenho uma segunda vida num planeta virtual... Resumindo, a caçada terminou às 5:30 hrs da manhã de sábado e a festa de fim d'ano era logo às 10:00hrs.

Eu tinha a esperança de poder dormir durante a festa, e além disso, como não ressono, não ía dar muito nas vistas. E com certeza que as outras pessoas no recinto iriam entender as razões pelas quais um pai dedicado se encontrava a dormir no meio da sala de espectaculo, enquanto o seu filho representava em palco, o trabalho fruto de vários meses de ensaio.

A minha mulher acha que eu ressono. Eu já a “avisei”, 2 vezes que isso nao é verdade. Eu não ressono!!

Ela bem me tenta convencer do contrário. Um dia até se deu ao trabalho de me gravar em video enquanto eu, ALEGADAMENTE ressonava.

Vi o video... era eu que estava na imagem a dormir, sim senhor... Mas o som do ressonar... isso não me convenceu. Tenho a certeza que aquilo foi gravado num dia em que os meus vizinhos do lado estavam em obras lá em casa. Apesar do som dos berbequins estar bastante bem sincronizado com os meus movimentos respiratórios na gravação.

Voltanto ao tema da festa. Fiquei farto, mal me sentei. Aquilo começou com um discurso do director da escola. A primeira palavra que me veio à cabeça foi "SECA". Depois desenvolvi para algo mais concreto, estilo: "Isto este ano ainda vai ser pior que no ano passado".

Ao que a minha mulher respondeu: "Para a próxima, guarda esses teus “pensamentos” para ti, e não os grites durante o discurso para que toda a gente aqui no teatro possa ouvir.

Entretanto, resolvi passar uma vista de olhos sobre o programa da festa e logo me apercebi da sua extensão exagerada. Quase 2 horas de espectáculo. Quer dizer, eu preferia ver um jogo de futebol entre Sacavenense e o Olivais e Moscavide, com prolongamento e sem golos... e à chuva....

Começou o espectáculo com os alunos da infantil (alunos com 2, 3 anos de idade).

Foi incrível. Totalmente descoordenados, revelando uma enorme falta de profissionalismo. Inconcebível. Um deles, já com 2 anos de idade, imagine-se, mal conseguia fazer o pino e a roda. Faço ideia a vergonha que os pais dele passaram...

Evitei fazer comentarios (pois normalmente faço-os bem alto).

Seguiu-se um teatro com os alunos do 5º e 6º ano. Nao resisti, e bem alto, para que todos no teatro ouvissem, gritei ao estilo de Homer Simpson: "booooriiiing".

E aquele Cavalo de Troia que apresentaram em palco? Aquilo é que é um Cavalo de Troia? Um coisita que não tinha mais que 30 metros de altura? Pel'amor de DEUS.

Bom... é evidente que desta vez levei a máquina fotográfica, para tirar as fotos durante o teatro do meu filho. E mais... levei a máquina fotográfica com a carga no máximo, para não correr o risco de ficar sem bateria na hora de tirar as fotografias importantes. Infelizmente, também a memória da máquina estava no máximo e não tinha espaço livre para nem mais uma foto. Lá arranjei um bode espiatório, incrivelmente credível, para justificar essa falha menor. Já não me lembro bem qual foi a desculpa que arranjei, mas era algo ligado com a rotação da terra, em redor do seu eixo, no sentido anti-horário, e o facto de girar 360º em 23 horas 56 minutos 4 segundos e 9 centésimos. E não em 24 horas, como todos pensam !