sexta-feira, maio 26, 2006

Novo Aeroporto de Lisboa

Como todos sabem, o novo aeroporto de Lisboa, não será construido em Lisboa!!!

Até aqui tudo bem. No entanto, o que vocês provavelmente não sabem, é que o novo aeroporto de Lisboa também não vai ser construido fora de Lisboa.

É verdade!! Ao que parece, durante as escavações do novo aeroporto, um dos trabalhadores encontrou algo de raridade invulgar.

Já ouviram falar no Lince Ibérico? O Lince Ibérico é um animal em vias de extinção.

Pois bem, durante as escavações do novo aeroporto, foi encontrada uma enorme bosta de Lince Ibérico, o que levou à interrupção imediata de todos os trabalhos do novo aeroporto. Ouviram bem. Encontraram uma bosta de Lince Ibérico.

O exemplar encontrado, apesar de estar já em avançado estado de decomposição, ainda consegue cheira mal que se farta.

Os grandes especialistas mundiais na matéria, já confirmaram que esta descoberta pode trazer alguma esperança ao mundo animal, e é de valor incalculável.

Também não admira. Se o Lince Ibérico já é um animal difícil de encontrar, imaginem só o valor que não deve ter um cagalhão daqueles.

terça-feira, abril 11, 2006

descoordenação labial

no outro dia vi na tv uma reportagem sobre o encerramento de um centro de saúde numa terriola qualquer no fim do mundo pouco antes de chegar a trás-os-montes.

como em qualquer aldeia dessas zonas esta medida afectou principalmente os mais idosos, ou seja, mais ou menos 100% da população.

no dia em que a decisão foi executada, a revolta apoderou-se dos pré-mortos. e do nada surge, uma manif de octagenários.

palavras de ordem eram muitas e cada um dizia a sua, a surdez e a senilidade dificultam os gritos em uníssono.
ainda assim a dada altura ouviu-se "mesmo sem dinheiro, os velhinhos estão primeiro, mesmo sem dinheiro os velhinhos estão primeiro"

eram 9.

vozes enfraquecidas, desgastadas por anos e anos de sofrimento... a ditadura de salazar, o reinado de d.manuel, as invasões francesas, e apesar dos esforços ao fim de 13 segundos de manif já 2 estavam a pedir oxigénio, outro destravou a cadeira e nunca mais ninguém o viu, e 6 que sofriam de parkinson em último grau não paravam de dizer adeus para as camaras da tv.

sensibilizado, o repórter não deixou passar em claro tamanho gesto e começou a narração da reportagem com a seguinte frase,"pacificamente, os manifestantes mostravam o seu descontentamento!"

a escolha da palavra pacificamente para classificar uma manifestação de pessoas com idade para serem tetra-avós do meu pai era de facto a única palavra possível.

de seguida a entrevista a uma das anarcas presente, maria das dores era o seu nome e começou por dizer
-"eu sou solteira, tenho 85 anos e não tenho quem cuide de mim"

como isto parecia o início de um anúncio secção "ela procura ele ou uma coisa qualquer que mexa", peguei no telemóvel mas em vez de um número de telemóvel vi... maria das dores.

criatura estranha, jeito desengonçado, no rosto uma vida inteira de trabalho, os momentos bons e os maus. estórias de dor e de conquista.

mas maria das dores não era só isto.

maria das dores era velha, era feia, era labialmente descoordenada e tinha um bigode que dava para esconder um cavalo.

e eu sem saldo.

sexta-feira, março 24, 2006

velocidade em potência

há manhãs em que um Homem se sente indestrutível.

não há barulho algum que não aquele causado pelos meus actos. passada forte. abro a porta do carro, entro, ligo o carro, fecho a porta, ponho o cinto, ligo o desembaciador do vidro traseiro, o limpa pára-brisas, as luzes, ponho a primeira, não tiro o pé da embriagem, destravo o carro, mão no volante outra passa pelo cabelo e termina na manete das mudanças. olho intensamente e olho em frente.

o mundo é uma bola pequena mas quando incomensurável essa bola é minha.

o vento faz as árvores abanarem mas só eu causo barulho, tudo está em mute menos eu. a criança que vai pela mão do pai para a escola olha para mim e desvia o olhar assim que se apercebe que eu posso olhar para ela, uma colegial ao observar tamanha força deixa cair o telemóvel que estava a usar e o balão rebenta-lhe na cara.pestanejo uma vez, e durante o pestanejamento em si viro a cara para a minha esquerda sendo que no final do mesmo e ao abrir os olhos, digo em tom grave

-"achas mesmo que me podes parar?"

a resposta vem do meu lado direito
-"não te esqueças que tens de ir pôr gasóleo e já estamos atrasados".

um gajo já nem pode brincar.

segunda-feira, março 20, 2006

maria, grávida e em fátima

fui andar de kart na pista de fátima.

como nunca tinha conduzido um encarei a coisa com o optimismo inocente de quem não sabe onde se está a meter.

mas eu deveria saber que nestas coisas existem sempre pequenos sinais, pequenos nadas que no fim decidem sempre as coisas contra nós.

inicialmente as coisas até pareciam bem encaminhadas. o meu kart era o número 4, o meu nº preferido.

mas a partir daí foi sempre a descer.

assim que saí das boxes e antes de entrar na pista o primeiro sinal, o motor foi-se abaixo, depois vieram uma catadupa de sinais, a viseira do meu capacete partiu-se em plena grelha de partida, o meu carro não travava, o meu jeito natural para não conduzir kart ao longo de toda a prova foi ganhando proporções estupidamente estúpidas, chuva intensa, uma nuvem que me seguiu durante toda a corrida, pista estreitinha, estavamos a conduzir em fátima e eu tive de ultrapassar por duas vezes uma grávida de seu nome Maria, não fui o único que o fez mas era o único que gritava "não andas nada ó gorda!".

no final fui o último dos homens, e fiquei à frente de todas as mulheres com excepção de uma (aquela que não desistiu), enfim, um honroso 15º lugar na geral.

eu poderia justificar o meu lugar não-pódio com n coisas mas vou apenas falar em 14.

1-estava a chover o que a pilotos com o género de condução agressiva como a que eu tenho complica as coisas.

2-o meu chefe participou

3-o meu chefe levou um fato especial para a prova, um fato impermeável por cima do especial, um capacete próprio e umas botas próprias

4-dispendi muita da minha energia a tentar convencê-lo de que se ele também se estivesse a rir então as pessoas não estariam a rir dele mas com ele.

5-o meu chefe ficou em pnúltimo

6-há uma hipotese de promoção no meu departamento

7-graças a Deus fiquei em último. (no final da prova ainda tive de exclamar e de forma completamente espontânea e efusiva para o "fitipaldi" que coordena o meu departamento "e dizia você que não tinha jeito!"

8-média de 9,3 peões por volta, tudo por causa da maldita chuva.

9-condutores mais rápidos.

10-pista muito mal desenhada com claro excesso de curvas

11-na primeira volta despistei-me e saí de pista.assistente de pista rapidamente dirige-se para o meu kart e coloca-o dentro de pista

12-na volta seguinte a mesma coisa na mesma curva. novamente o assistente de pista rapidamente dirige-se para o meu kart e coloca-o dentro de pista

13-duas voltas depois voltei à carga e na mesma curva, gravilha com ele, só que desta vez e para espanto de todos o cavalheiro que supostamente me teria de ajudar a tirar o carro em vez de vir
a correr fez umas trombas do tamanho do mundo e não obstante estar a chover intensamente preferiu vir a andar lentamente em direção ao carro em vez de correr, esta atitude completamente anti-desportiva fez-me atrasar de forma irremediavelmente, enfim, atrasada, em relação aos outros condutores.

14-ao contrário da x-box e do saudoso 48k não podia desligar/voltar a ligar e dizer "pronto, aquela não estava a contar, agora é que é".

segunda-feira, março 13, 2006

uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa

descobri no outro dia que a distância que vai daqui p'ráli e dali p'ráqui depende de muito mais coisas que da distância em si.

depende por exemplo de quem se esqueceu do sítio onde deixou o carro, pode depender também de quem teimou por onde outra pessoa entrou no centro comercial e pode depender também de humor da altura, mas raramente a distância entre o ponto A e o ponto B é medida em unidades de comprimento.

testemunhei isto no outro dia quando, e num momento raro de esquecimento da minha pessoa mas raro mesmo, em que eu ia jurar que tinha estacionado o carro num sítio e quando me dirigi para ele reparei que estava no extremo oposto do parque.

ao verem-me atravessar o parque todo na diagonal, lá estavam os tipos da segurança do parque com os impropérios habituais de "lá 'tá a andorinha outra vez à procura do carro,... devias deixar um rasto de migalhas até ao carro!... totó...".

normalmente neste tipo de situação em que sou provocado costumo responder de forma bastante agressiva, sei que é um defeito mas não consigo conter a raiva e parto logo para a violência.

como nesta situação eu não estava dentro de um carro em fuga, perdão em andamento, e as pessoas em questão tinham mais de 8 anos optei por mostar toda a minha classe ignorando tais palavras e olhando para o chão enquanto passava por eles.

claro que isto não foi o pior. o pior foi que desde o momento em que disse "não me lembro muito bem onde deixei o carro.." ainda dentro do centro comercial, até chegar a casa depois de uma viagem de 30 minutos, estive sempre a ser "elogiado" pela pessoa que estava comigo (pessoa muito inteligente e bonita e... não digo isto porque sei que ela vai ler este post mas sim por ser aquilo que sinto).

aqui vão alguns exemplos das frases ditas enquanto descíamos a passadeira rolante
-"tu és incrível"
-"nunca conheci ninguém como tu"
-"deixa lá, eu às vezes também me esqueço das coisas"

aqui vão outros exemplos de frases ditas mas desta vez assim que acabou a passadeira rolante e a menina teve realmente de andar
-"eu não acredito nisto!!!"
-"vou comprar-te uma bússola!"
-"totó.." (nesta situação apercebi-me do quão reconfortante é sabermos que a pessoa que está connosco não está só...)

ao fim dos primeiros 100 metros lá veio o mais ou menos aguardado
-"fdx!"

ora, a questão é que neste fim-de-semana, aconteceu que eu deixei o carro exactamente no mesmo sítio mas alguém (não vou dizer quem pois esse pormentor não é importante para a estória, pois não amor?), teimou em irmos para o parque por uma determinada passadeira rolante.

sim era a mesma da outra vez, sim a distância era a mesma, sim lá estavam os senhores que guardam o parque.

no entanto a reação foi um pouco diferente.
desta vez ao ver onde estava o carro apenas se ouviu em tom entusiasmado, como quem acaba de beber uma coca-cola num dia quente de verão
-"olha amor, está já ali o nosso carrinho!"

segunda-feira, março 06, 2006

peta-zetas, a solução para o desconforto social


mudei provisoriamente de função no meu local de trabalho devido a um problema de saúde de uma amiga e colega (a ordem é mesmo esta e fiquei com essa certeza quando no outro dia falávamos ao telemóvel e disse-me que estava na casa-de-banho, ora eu só falo ao telefone quando estou nesse local de esforço com pessoas que gosto).

tive de substituí-la nas suas tarefas e fui desterrado para um local onde durante o dia não tenho que dizer mais do que 4,5 palavras (todas elas monossílabicas, ditas praticamente com a boca fechada e sem esboçar qualquer emoção que não seja a total indiferença).

como não sou um gajo de muitas falas, ao início até pensei que seria suportável, agradável até.

é que ao longo da minha vida, sempre mostrei ter um jeito muito especial para não conseguir ter qualquer conversa de circunstância.

aliás tenho a clara sensação que se um dia eu salvar a vida a alguém, vamos supor, retirando uma pessoa de um edifício em chamas, voltando para lá para salvar a filha e a mãe, e essa pessoa no final me abraçar enquanto chora compulsivamente e dá como dado adquirido que eu fui um anjo enviado por deus para a salvar, grita "você salvou a minha vida, você salvou a minha vida", eu possivelmente não retiraria as mãos dos bolsos, não faria qualquer expressão facial, nenhum gesto, nada, no máximo diria "ok" seguido de um muito seco "com licença".

apesar disto, eu simplesmente não suporto o local onde provisoriamente estou neste momento a trabalhar e só espero que como tudo o que é provisório isto não deixe marcas para o resto da vida.

pensei até que a semana que passou seria a última em que iría conseguir manter alguma sanidade mental... mas num instante tudo mudou.

um momento de magia, o regressar à infância (ou adolescência não sei bem) e naquele instante eu senti "agora sim tenho a certeza que por mim o mundo pode acabar amanhã.

é que no no sábado eu comi... PETA-ZETAS!!!!!!lembram-se???

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Taxistas: Mentes brilhantes sub-aproveitadas

Como todos vocês sabem, para que o ser humano pudesse andar de pé, o seu corpo teve de evoluir de modo a reduzir a largura da bacia. É graças à redução da bacia, que hoje andamos orgulhosamente de pé, caso contrário, teríamos ainda um caminhar cambaleado como o dos nossos primos macacos, ou mesmo como o andar daquele tipo gay bêbedo.

Mas para nos transformarmos em seres bípedes, tivemos que pagar o preço. A redução da bacia acompanhada do crescimento do cérebro humano ao longo dos tempos, obrigou também à redução do período de gravidez para 9 meses. É que se esse período de gravidez fosse mais longo, o cranio do bebé cresceria a uma dimensão impossível de passar pela cavidade da bacia.

Como é do conhecimento de todos, o normal seria que a gravidez durasse 21 meses, e é precisamente pelo facto dela durar apenas 9 meses que o ser humano é das criaturas mais vulneráveis à nascença. Digamos que nascemos "antes do tempo".

Ora eu estou perfeitamente convencido que a origem da evolução do cérebro humano está directa e inequivocamente relacionada com a existência de taxistas nas nossas estradas.

Afinal de contas, está provado que a imaginação é a principal diferença entre o homem e o chimpansé. E imaginação é coisa que não falta a qualquer taxista.

Aqui há dias tive necessidade de utilizar o serviço de taxis da minha zona. Em condições normais, essa viagem de taxi demoraria no máximo 4 minutos. Não 5, não 3. Demoraria no máximo 4 minutos...

Entro no táxi, informo o taxista da morada de destino, e arrancamos logo com uma maravilhosa inversão de marcha, quebrando de uma assentada, 3 regras de trânsito.

O meu filho de 7 anos repetia insistentemente que não se deve pisar o traço contínuo enquanto que avisava que estávamos a circular em contra-mão. Só o consegui calar através de um tabéfe (paga o justo pelo pecador), seguido de um "Não lhe ligue que ele ainda não tem a carta", para o taxista.

Depois dessa manobra notável, seguimos rumo ao desconhecido. Devo dizer que após essa viagem, passei a conhecer todos os concelhos vizinhos como a palma da minha mão.

Tenho hoje a certeza absoluta que cada estrangeiro que cá venha andar de taxi, sai de cá convencido que o nosso país é muito maior do que aquilo que vem assinalado no mapa mundo.

Taxistas, são uns incompreendidos. Principalmente por quem compreende.

Os taxistas são mentes brilhantes. A sua existência está ligada ao crescimento do cérebro humano.

Talvez seja por isso, que também está igualmente provado que o cérebro humano não tem evoluido muito nos últimos 30.000 anos.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

refuta refuta

ser Homem é a coisa mais fácil do mundo.

sim, já sei,...nesta altura estão todos a dizer

-"pois senhor Polingua, você só diz isso porque é uma pessoa sapientíssima, com bué d'estilo, uma enorme e potente picha e mais importante que isso ou até mesmo mais importante que o homem ter ido à Lua, você tem a pujança de um cavalo, principalmente em termos sexuais onde é uma verdadeira debulhadora nesse campo de trigo que é o corpo de uma mulher!não é senhor Polingua?".
-Sim.

tudo isso é verdade, principalmente a parte do cavalo tenho de reconhecer que é a mais profunda verdade, ou a mais profunda verdade ou então mesmo ali rés vés campo de ourique com a mais profunda verdade mas pronto, a ideia principal está lá e é grande, quer dizer, pelo menos comparado com um coelhinho anão é maior... acho eu.

mas porque é que ser Homem é a coisa mais fácil do mundo?porque nós Homens aos olhos das mulheres não podemos errar nunca!

se fazemos bem, é a nossa obrigação de Homem, se fazemos mal é apenas algo inerente à nossa condição de Homem.

Um exemplo.
hoje é dia 14 de fevereiro. não é 13 de janeiro nem 15 de março, não,... hoje é dia 14 de fevereiro.
e o que acontece neste dia?

neste dia o Homem macho deita a perder todos os outros dias do ano em que tenta esconder os seus sentimentos e compra uma prenda à sua carteira, perdão, à sua cara-metade.

é das coisas mais engraçadas ver um conjunto de homens gordos, barba por fazer, cabelo mal enjorcado, nódoa de cerveja na camisa, léxico reduzido a 500 palavras, sendo que 485 estão distribuídas entre clubes de futebol, jogadores de futebol, dirigentes de futebol, estádios de futebol e cerveja e as restantes por todas as zonas erógenas da mulher, ou seja pela palavra "mamas" e também pelas frases "mas como não gostas de felatio?* e "oh amor, vá lá, não dói, oh amor vá lá... epá f***-** vá lá!", na fila, horas e horas para comprar... flores!!!

é bonito, não só as trombas que os Homens fazem como as conversas que têm.

é que ninguém quer dar o braço a torcer e dizer que vai comprar flores para a respectiva só porque quer dar um mimo à mulher que ama, isso é que não!

é sempre preferível dizer "pois é pois é, cá estamos não é? temos de comprar qualquer coisa lá
p'rá maria senão 'tamos tramados,... é o resto do mês a levar com elas, as marias!".

eu entre outras coisas, comprei-lhe a camisola do BENFICA com o número 10 e pelo sim pelo não, não fosse ela não gostar da prenda que isto já sabe como elas são esquisitas, comprei-lhe também um perfume.

todo orgulhoso do que estava a fazer diriji-me para a caixa com o frasco maior daquele perfume e quando estou naquela fase em que seguro o frasco ao nível do peito, faço um sorriso de quem descobriu a cura para tudo o que é mau e causa dor, olho em meu redor e... eis senão quando reparo que todos os outros gajos que estavam nas três filas tinham exactamente o mesmo frasco que eu (mas a versão mais pequenina)!

ai AMOR, ai AMOR... o perfume vermelho que parecia ser prenda ideal era afinal bem mais que isso. é que não eram apenas 30 gajos que nem sabem a cor dos cortinados que têm lá em casa a tentar fazer algo de bom, algo para agradar a alguém que não eles prósprios, algo com algum sentimento até.

aquele momento foi também um quadro perdeito ao Homem Macho!

sim, comprámos uma prenda e agimos bem (ou seja cumprimos a nossa obrigação de Homem)
não, não comprámos uma prenda única e especial (como é a pessoa que amamos e por quem estamos apaixonados de forma tão intensa como desde o primeiro toque nas mãos, ou o primeiro beijo assim de surra, aquela pessoa tão maravilhosa, inspiração para tudo o que gostávamos de fazer e transpiração para tudo o que temos de fazer).
errámos porque somos Homens e não sabemos fazer as coisas, foi apenas isso!

por mim, digo bom dia, puxo 2 copos e faço um "ipe ipe urra" ao amor!

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Homenagem merecida, no mínimo

Agradeço a homenagem que me foi prestada no 'post' anterior.

Admito que após a leitura do mesmo, me vieram as lágrimas aos olhos, pelo facto do 'post' primar pela escassa e limitada referência a todas as minhas "capacidades" (eu aqui deveria ter escrito "poderes", mas a minha ENORME humildade falou mais alto, uma vez mais). Enfim, eu gosto de manter o meu "low-profile" quando comparado com Jesus, e até mesmo quando entalo o escroto na braguilha.

Para os mais distraídos (aqueles que neste comparativo entre Jesus e fatacuida não sabem exactamente de quem é que se está a falar), informo-vos que Jesus é aquele indivíduo de cabelo comprido, barba por fazer e túnica branca, que normalmente aparece nos quadros com um disco voador atrás da cabeça.